Atualmente a diversos Métodos contraceptivos Disponíveis

De modo que o ginecologista poderá expor quais são eles e como funcionam, indicando seus riscos e benefícios, a fim de que a mulher possa escolher qual lhe atende melhor.

Já marcou uma consulta com uma Ginecologista? Nunca foi? Preparei esse texto para explicar: Quando marcar a primeira consulta?

Os métodos anticoncepcionais podem ser hormonais (que bloqueiam a ovulação) ou de barreira (impedem que o espermatozóide se encontre com o óvulo). Os métodos anticoncepcionais hormonais (E=Estrogênio, P=Progesterona) podem ser ministrados por via oral, intra-muscular, transdérmica (adesivos), anéis vaginais e dispositivos intra-internos (DIU).

PILULA

Atualmente o método anticoncepcional mais popular são as pílulas (hormonais-orais-combinadas). O motivo de ser escolhida pela maioria das pacientes é por já serem bem conhecidas, reversíveis e de baixo custo, além de não interferirem na dinâmica do coito e serem altamente eficazes, se utilizadas corretamente.

Mesmo que as pílulas mais modernas contenham quantidades bem menores de hormônios que as pílulas da década de 1960, ainda existem contra-indicações absolutas que devem ser consideradas antes da prescrição. Veja a seguir.

Não podem usar pílulas combinadas (E+P) mulheres portadoras de:

  • trombose (presente ou no passado),
  • doença cardíaca,
  • lupus eritematoso (doença imunológica) associados a doença vascular,
  • insuficiência hepática,
  • hipertensão arterial grave e fumantes com mais de 35 anos.

Podem ser usadas as pílulas combinadas, porém com cuidados, na presença de:

  • epilepsia,
  • vômitos,
  • doença inflamatória intestinal
  • cirurgia ortopédica.

Não havendo tais contraindicações, a paciente deverá estar ciente de que existem pílulas com diferentes composições, de modo que algumas são indicadas também para a melhoria da acne, pilosidade e seborreia – já outras não têm efeito nessas manifestações dermatológicas, sendo que algumas que podem até piorar tais situações.

As contra-indicações absolutas são devidas, em sua maioria, às ações do estrogênio por qualquer via que seja administrado. Os contraceptivos contendo apenas progesterona tem poucas contraindicações como: epilepsia (interação), doença inflamatória intestinal (quando usado por via oral) e insuficiência hepática (quando se pretende usar o injetável trimestral ou implantes).

Como escolher?

A pílula ideal é aquela que contenha as menores taxas de hormônio e funcione, isto é, não falhe. Geralmente as mulheres buscam iniciar o tratamento com as pílulas de mais baixa dosagem. Contudo, em algumas mulheres, as pílulas de mais baixa dosagem provocam efeitos como sangramentos persistentes. É preciso testar para identificar com qual dosagem de pílula a paciente vai se adaptar melhor.

Como tomar?

As pílulas precisam ser tomadas diariamente. Caso haja esquecimentos o risco de gravidez aumenta, sendo que quanto mais pílulas esquecidas maior é a chance de gravidez. Se a paciente não consegue manter essa disciplina, existem outras vias para administração de hormônios, que podem ser usados semanalmente (adesivas transdérmicos), mensalmente (injeção ou anel vaginal), trimestralmente (injeção) ou ainda a cada 3 anos (implantes subdérmicos).

Não há necessidade de pausas periódicas para descanso com qualquer método hormonal. Os estudos demonstram que o período de mais risco é na fase inicial do uso da pílula (primeiros 3 meses) e desta forma o período de descanso sempre vai requerer uma nova adaptação à pílula, por isto não é recomendada a pausa.

As pílulas simulam, sob o ponto de vista hormonal, uma gravidez, e por isso os efeitos colaterais assemelham-se aos sintomas do inicio da gravidez e, da mesma forma, diminuem a medida que o tempo passa.
Atenção!

É necessário informar ao médico caso seja necessário usar algum medicamento durante a anticoncepção hormonal, pois existem substâncias que diminuem o efeito da pílula (antibióticos, calmantes, remédios para epilepsia) ou até aumentam o efeito (vitamina C).

DIU

Existem 2 tipos de DIUs: os que contém cobre e os que contém hormônio (progestagenio).

Cobre: Duram 5 anos e são altamente eficientes, apresentando taxa de gravidez menor que 1 % ao ano. Alguns efeitos colaterais que podem ocorrer são: menstruação excessiva, corrimento(Explicação sobre: O que é o corrimento?) e cólica.

Hormônio (Progestagênio): Duram 5 anos e reduzem ou mesmo suspendem menstruação por uma ação local(Confira esse texto sobre: Como é o ciclo menstrual?). Os efeitos colaterais mais frequentes são: corrimento, cólicas e, em pacientes mais sensíveis, dor nas mamas, cefaléia e acne.

Contraindicações para o uso do DIU:

Anormalidades do útero, doença cardíaca valvar e risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (pelo estilo de vida sexual).

PRESERVATIVO

A camisinha é o método anticoncepcional oferece, se usada corretamente, efetiva proteção contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

Caso ocorra fissura do preservativo pode-se utilizar a pílula de emergência, também chamada pílula do dia seguinte (1 comprimido por via oral a cada 12 horas – só 2 comprimidos, que devem ser tomados dentro das próximas 72 horas). Quanto mais cedo for administrada, maior sua eficácia para prevenir gravidez. No entanto, a camisinha apresenta algumas desvantagens, tais como: interfere na dinâmica do coito, necessita motivação constante e pode haver alergia (em qualquer um dos parceiros) pelo látex ou lubrificante

A camisinha feminina, quando bem usada, é igualmente eficaz na proteção contra a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis – podendo ser uma alternativa ao uso da camisinha masculina. Também tem desvantagens: interfere no coito, requer motivação constante, é mais cara, há necessidade de manipulação dos genitais, pode haver dificuldade na colocação e faz barulho durante o coito.

Como o uso correto da camisinha necessita de disciplina constante, são relatados índices de falhas maiores em adolescentes. 

DIAFRAGMA

O diafragma é método de barreira mecânica que é usado em associação com espermicidas (barreira fisico-química). São pouco usados devido à necessidade de consulta prévia, manipulação dos genitais, disciplina no uso e, principalmente, pela baixa eficácia.

Os espermicidas são métodos de barreira fisico-química que, mesmo em suas apresentações mais modernas (comprimido espumífero e espuma de aerosol), não são utilizados isoladamente por causa da baixa eficácia. Ainda assim, são melhores que não usar qualquer método anticoncepcional.

*Barreira Química: Supositório vaginal, Geléias, Cremes, Comprimidos espumíferos e Espuma de aerosol

* Comportamentais: Ritmo, Billings (muco cervical) e Temperatura basal

LIGAÇÃO DAS TROMPAS E VASECTOMIA

Esses métodos anticoncepcionais são definitivos e realizados por internação cirúrgica.

Essas opções podem ser adotadas por pessoas que já tem filhos e não desejam aumentar a prole. Contudo, ainda que o casal não deseje ter mais filhos, atualmente são poucos os que optam por esses métodos definitivos, uma vez que não querer filhos é uma decisão pessoal, mas não poder geralmente traz um sentimento desagradável.

A cirurgia é irreversível para 70% dos homens e 80% das mulheres.

Assim, como existem métodos temporários que são confortáveis e eficientes muitos casais que não querem mais filhos acabam optando por eles, contornando os impasses e dúvidas inerentes aos métodos definitivos.
Vasectomia:

A vasectomia é um procedimento simples, que pode ser até em consultório: consiste na ligadura do deferente (canal que transporta os espermatozóides do testículo para a próstata), sob anestesia local e uma incisão bilateral no escroto com extensão de mais ou menos 2 cm.

Após a vasectomia são necessárias 10 a 15 ejaculações para, depois, se fazer o espermograma de controle (quando não deve haver mais espermatozóides). Com este cuidado, o índice de falha é menor que 1 %, sendo considerado um método eficiente. O índice de falha se deve pois pode ocorrer recanalização ou haver 2 deferentes de um lado (e só ter sido ligado um).
Tem baixos índices de complicação: em menos de 1 % dos casos ocorre hematoma ou infecção. Mas, na prática, não é bem aceito pelo homem, principalmente pelo fato de a fertilidade masculina não ter prazo para terminar e porque os homens pensam que a operação pode prejudicar a virilidade.


Laqueadura Tubária:

Na Laqueadura Tubária a mulher necessita de uma videolaparascopia como procedimento mínimo para se chegar às trompas e promover a laqueadura, o que pode ser feito por várias técnicas. É necessária a anestesia geral e internação no hospital.

O procedimento também é eficiente (falha de 0% a 0,8% ao ano) e os índices de complicações podem chegar a 6% (hemorragia da trompa ou parede abdominal, lesões de arterias, de bexiga e infecções).

A laqueadura tubária poderá ser realizada por ocasião de outra cirurgia, como uma plástica, por exemplo. Esse método é melhor aceito pelas mulheres uma vez que a maior parte do processo de reprodução ocorre no organismo feminino e também porque a menopausa (que se estabelece, em média, aos 50 anos) significa que a fertilidade cessou.

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