O que é?

O abortamento é a interrupção da gravidez antes da 20º semana de gestação ou quando o feto possui menos de 500g. Cerca de 80% dos abortamentos ocorrem nas 12 primeiras semanas da gestação (abortamentos precoces).

Por que acontece?

Mais de 50% dos abortamentos ocorrem devido a alterações cromossomaticas (o que impede a evolução de uma gestação anormal). Contudo, também podem ocorrer alterações anatômicas, endócrinas, imunológicas, infecciosas, trombofílicas ou ambientais.

A que sinais devo estar atenta?

O abortamento pode ocorrer de modo espontâneo, iniciando com cólicas e sangramento, que evoluem para eliminação do feto (dependendo do tempo da gravidez essa eliminação pode ser completa ou incompleta, sendo que o médico deverá diagnosticar para orientar a mulher no que for necessário).  Muitas vezes, a gestante pode ter pequenos sangramentos sem que estes evoluam para o abortamento (trata-se de ameaça de abortamento ou abortamento evitável) – nesses casos, o médico orientará medidas preventivas, tais como repouso e abstinência sexual nesse período, dependendo do caso poderá ser prescrita alguma medicação. Em quaisquer situações, converse com seu médico para que ele faça uma avaliação do seu caso e adote as medidas pertinentes.

Procedimentos:

Curetagem – é um procedimento cirúrgico que utiliza pinça a fim de esvaziar a cavidade uterina. Por ser um procedimento realizado às cegas pode ter como complicação a perfuração do útero.

AMIU (Aspiração Manual Intra-Uterina) – sondas flexíveis adentram o útero e uma seringa com vácua aspira o conteúdo da cavidade, apresentando risco menor de perfuração uterina.

Esses procedimentos são indicados nos seguintes casos:

  1. Abortamento incompleto, quando a mulher expele parte do feto e ainda permanecem resquícios. Normalmente há sangramento e costuma se tratar de emergência.
  2. Ovo morto ou gravidez anembrionada. Como não se trata de emergência pode-se aguardar alguns dias para que haja a expulsão espontaneamente, evitando o procedimento cirúrgico.

Após a curetagem ou a AMIU o material poderá ser investigado, cabendo ao médico e à paciente conversarem se consideram isso importante.

Quando uma gravidez evolui para um abortamento vários sentimentos e angústias podem ser geradas, sendo um momento delicado para o casal. O obstetra deverá acompanhar essa situação e transmitir todas as orientações pertinentes, para que o casal compreenda o que está acontecendo e como deverão proceder (se irá aguardar a eliminação espontânea ou se será realizada uma intervenção hospitalar). Esse momento não é fácil, sendo importante um bom vínculo médico-paciente e em alguns casos poderá ser interessante ter acompanhamento psicológico.

2017 © Todos os Direitos Reservados - Dra. Maria Angélica Belonia

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